O dedo de Deus

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“Se, porém, Eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós” (Lucas 11:20).

As abominações que caíram sobre o Egito chegaram a um clímax quando os magos tentaram se opor à praga dos piolhos. Isso estava além de sua capacidade. Disseram a Faraó: “Isto é o dedo de Deus” (Ex 8:19). O que está além da capacidade ou da compreensão humana pode representar a ação de Deus.

Nos dias de Jesus foi questionada a fonte do Seu poder. Procedia Ele de Deus? Tinha Ele formado uma liga com o mal, como os lacaios de Faraó? Jesus repelia o poder do mal, recuperando pessoas das garras de Satanás. Ninguém jamais fizera tais coisas antes. Aqui, portanto, era o dedo de Deus, o poder do Espírito Santo em operação.

Suponho que diariamente um número incontável de pessoas busca e aceita nova orientação para sua vida. Em certo sentido, elas se convertem. Mas este não é o arrependimento para com Deus. O arrependimento que reclama a ação salvífica de Deus retorna a vida a Ele. Quanto àqueles que não buscam a salvação para sio mesmos, as mudanças são questionáveis. Para aqueles que compreendem o propósito divino, isto é o poder salvador, o dedo de Deus.

O chamado ao arrependimento no Antigo Testamento buscava um retorno aos mais puros e mais obedientes dias do passado. João Batista chamava ao arrependimento à luz do reino vindouro. O arrependimento que satisfaz a Jesus nos convida a avançar para o futuro em vez de dirigir-nos a um passado melhor. Olhamos ao futuro e nos preparamos para ele. Arrependemo-nos a fim de que possamos partilhar daquele reino.

Nos contrastes de Lucas 18 e 19, Zaqueu compreende o verdadeiro arrependimento. Ele vê que espécie de vida o reino de Deus requer dele e aceita esta solicitação. O jovem rico deseja afirmação do seu sucesso passado dentro do reino vindouro. O chamado radical ao arrependimento é ignorado por ele.

O fariseu, orando no Templo, não pode se arrepender. Tem-se medido a si mesmo pelas demandas sociais de sua cultura e encontra satisfação em seu progresso. O publicano se arrepende porque está tão distante de qualquer bondade que somente Deus pode oferecer-lhe esperança.

A base simples para o arrependimento é esta: Porque Deus voltou-Se para o homem em Jesus Cristo, o homem pode voltar-se para Deus.

Fernando Iglesias, “Arrependido”

Fonte NT…

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